domingo, 2 de outubro de 2011

Uso do computador no ensino de Física


Hoje sabemos que o computador está praticamente em todas as casas do nosso país. Graças às enormes facilidades de aquisição, como o seu baixo custo, o computador proporciona divertimento para adultos e crianças de diversas classes sociais. Nota-se que, a cada dia que passa, seu uso fica mais frequente entre adolescentes e jovens. Alguns deixam até de estudar para se relacionar com outras pessoas através das redes sociais e sites de bate-papo.
Com isso, é difícil um professor competir com os computadores. O que resta a ser feito é levar essa máquina para dentro da sala de aula, transformando-a em uma estratégia de ensino. Os computadores podem ser utilizados de diversas maneiras, mas aqui vamos sugerir somente duas delas.
Uma delas é que podemos fazer uso do computador como ferramenta auxiliar de uma atividade. Dessa forma, ao se realizar uma atividade experimental, os dados obtidos podem ser analisados por meio do computador. Isso torna a atividade mais eficiente, já que os resultados são obtidos de forma quase que instantânea.
Uma outra maneira de utilizar o computador em sala de aula é através dos simuladores da própria atividade experimental, visto que algumas atividades experimentais não podem ser realizadas na escola. São inúmeros os tipos de simuladores que propõem situações ou problemas experimentais simulados com os quais os alunos podem interagir individualmente nos laboratórios de informática. Além disso, o aluno pode até mesmo realizar tais atividades em casa e, depois, discutir o resultado com o professor em sala de aula.
No entanto, atente-se ao fato de que as simulações experimentais não são consideradas atividades experimentais, pelo fato de não serem reais, ou seja, por não existir interação direta entre os alunos e o material experimental. Sendo assim, esses programas se restringem às condições em que a atividade experimental se realiza. Dessa forma, não há imprevistos e nem surpresas, pois o programa do computador está programado para obedecer às leis da Física e não da natureza.
Muitos professores podem pensar que utilizando o computador estarão “facilitando” para o aluno, ou seja, deixando-o sem nada para fazer. Mas, na verdade, podemos dizer que o valor de uma atividade experimental não está nos cálculos, mas sim na sua interpretação física. Dessa forma, o mais importante não é obter um resultado, mas sim compreender o seu significado.


Por Domiciano Marques
Graduado em Física

FONTE: http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/uso-computador-no-ensino-fisica.htm

Aula expositiva dialogada.



Muitos educadores, e também pensadores do seguimento educacional, consideram a aula expositiva um método tradicional, alguns até almejam o fim dessa prática. Mas, esse método dito “tradicional” ainda continua vivo diante de tantas inovações tecnológicas dispostas no mundo contemporâneo, e, algumas vezes, se faz necessária a implantação desse tipo de aula. O que é preciso fazer é tornar a aula expositiva mais atrativa para o aluno, desse modo, o professor deve propiciar uma interação com os alunos. Isso pode ser implantado a partir de questionamentos elaborados pelo professor, que motivam os alunos a explanarem oralmente suas conclusões sobre o tema em questão. 


Essa prática recebe o nome de método socrático. O mesmo corresponde a uma abordagem direcionada para a formação de idéias e de conceitos firmados em perguntas, respostas, seguidas de mais perguntas. Pode-se ainda utilizar a Maiêutica, método que consiste na formação de idéias repletas de complexidade, tomando perguntas simples como princípios. Os dois métodos advêm do processo pedagógico dialético que parte do pressuposto de se gerar sucessivas perguntas doravante a vivência do aluno, acerca das definições sobre o tema em questão. 

As aulas expositivas abrem caminho também para a aplicação de recursos ou instrumentos didáticos; no caso da Geografia, data-show, transparências, mapas, globos, vídeos, entre outros. Em suma, o método expositivo de aula é interessante com a inserção de recursos, de modo que consiga atrair o aluno para o conteúdo, e assim, proporcionar uma aprendizagem satisfatória.

Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola

Do quadro negro para os acontecimentos do mundo



Implantada através de aulas de geografia, a educomunicação é a forma de educar através da utilização dos recursos de mídia (câmeras filmadoras, câmeras fotográficas, gravadores de som, computador, etc.), com o objetivo de desenvolver um trabalho coletivo de vídeodocumentários.
Não há o que se falar do sucesso dessas aulas, pois crianças e adolescentes se fascinam com o mundo digital, podendo estender suas técnicas de produção de filmes e edições de imagens, que já fazem muito bem.
A Educomunicação é conceituada como o “método de ensino no qual a comunicação em massa e a mídia em geral são usadas como elemento de educação. É também um campo de convergência entre a educação e outras ciências humanas, que começou a surgir a partir dos anos 70, pela Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo)”.
O grande desafio da educomunicação é fazer os alunos colocarem a mão na massa, produzindo materiais de qualidade sobre os conteúdos abordados. Por exemplo, sobre a degradação ambiental, os alunos improvisam filmagens dos pontos da cidade em que isso acontece, montam os vídeos fazendo as devidas formatações e terminam propondo como gostariam que fosse aquele local, com sugestões que a população pode adotar para a preservação do ambiente.
Através do trabalho desenvolvido pela educomunicação, os professores conseguem resgatar o centro de interesse dos alunos, que antes se mostravam desmotivados diante do processo de aprendizagem, pois saem da mesmice da sala de aula, desenvolvendo um processo dinâmico e prazeroso.
A educomunicação acompanha os fatos do cotidiano, muito além dos livros didáticos. O surgimento da gripe suína, pó exemplo, não está registrado nos livros, mesmo os mais atualizados. Com isso, os estudantes têm a oportunidade de abordarem temas sociais, de forma crítica, utilizando recursos muito mais interessantes e inteligentes do que os utilizados em sala de aula.
Desenvolvem pesquisas sobre diversos assuntos, fazem entrevistas, fotografam, filmam, enfim, registram tudo aquilo que consideram interessante para depois editarem os filmes, montarem jornais, panfletos educativos, fazendo da aprendizagem um recurso para difundir o conhecimento adquirido.
Os temas abordados podem variar de acordo com a disciplina, como: meio ambiente, escassez e desperdício de água, causas indígenas, matemática e física aplicadas no dia a dia, geografia, história, línguas, informática, etc. Com isso, as escolas podem desenvolver um projeto anual, envolvendo todas as disciplinas, com a participação de todas as turmas, a fim de retratar algum assunto importante para a população.
Segundo Ismar de Oliveira Soares, jornalista e doutor em comunicação pela ECA/USP, com pós-doutorado na Marquette University, Estados Unidos, coordenador e fundador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE/USP), precursor da educomunicação no Brasil, o trabalho docente voltado para as práticas de utilização de recursos da mídia, torna os alunos críticos diante dos fatos sociais e dos meios de comunicação, “transformando o espaço escolar num grande espaço para a produção de rádio, música, revista, jornal, teatro, através de um processo democrático”. Mas é necessário “que os conceitos sejam produzidos de forma coerente com a verdade científica e coerente com os anseios da cidadania, associando-os. Isso é educomunicação”.
Se o grande objetivo da humanidade é salvar o planeta, diante do processo de degradação ambiental a que este vem sofrendo, a educomunicação pode propagar as práticas que favoreçam a consciência coletiva, através de pequenas ações promovidas por crianças e adolescentes.
O sucesso dessa forma de trabalho é tão grande que a USP lançou um projeto para transformar a educomunicação em licenciatura, já a partir de 2010, sendo que o governo da Bahia oferece formação na área, para os professores das redes públicas de ensino da região.
Mãos à obra: luz, câmera, educAÇÃO!
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola